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Poemas clássicos para ler num funeral

Quando as palavras próprias não chegam, a poesia empresta as suas. Estes poemas e versos leem-se há gerações em despedidas de todo o mundo.

Versos muito queridos

  • Luís de Camões, «Alma minha gentil, que te partiste»: o soneto de despedida mais amado da língua portuguesa, escrito à memória de quem partiu «tão cedo desta vida, descontente».
  • Fernando Pessoa (Ricardo Reis): «Para ser grande, sê inteiro: nada / teu exagera ou exclui» — para vidas vividas por inteiro.
  • Vinicius de Moraes, «Soneto de Fidelidade»: «Que não seja imortal, posto que é chama, / mas que seja infinito enquanto dure» — dos versos mais lidos em despedidas no Brasil.
  • Mary Elizabeth Frye, «Não chores junto à minha sepultura»: «Não estou aí. Não durmo. / Sou mil ventos que sopram…».
  • Florbela Espanca, «A minha dor»: para quem procura pôr em palavras a saudade funda, os seus sonetos são um abrigo.

Como escolher

  • Que soe à pessoa. Um poema solene para alguém risonho destoa; há textos luminosos para vidas luminosas.
  • Curto e lido devagar. Oito versos bem ditos chegam mais longe do que três páginas.
  • Experimente lê-lo em voz alta antes: alguns poemas são lindos no papel e impossíveis com a voz embargada. Tenha um substituto ou alguém que continue por si.

Para lá do funeral

O poema escolhido pode ficar para sempre no memorial, como epitáfio ou dentro da sua história. E se a pessoa tinha o seu próprio poema preferido, esse é, sem discussão, o que se deve ler.

Criar o obituário leva poucos minutos e fica publicado para sempre. Criar um obituário

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